quarta-feira, 24 de junho de 2015

Viagem no tempo - Petrópolis/RJ


Terra do cristo redentor, morro da Urca, lapa e bondinho! Como não se encantar com tantas belezas, com a maravilha do mundo moderno, ao mesmo tempo com tanta história pra contar, tempo do império, casarios, museus. O Rio de Janeiro encanta a todos sem distinção. Pra quem gosta de praia, de história, natureza, baladas noturnas, samba, agitação, sossego. Esse é o Rio de Janeiro que visitei recentemente. “Turismo com Vera” vai encantar você com a cidade de Petrópolis.
Segundo os historiadores, D. Pedro II irritado com as altas temperaturas da então capital federal, o Rio de Janeiro, buscou na região um local que tivesse um clima ameno para passar os meses de verão. Em meio à mata Atlântica, descobriu o local perfeito. Petrópolis, nome dado pelo próprio imperador, Petrus (Pedro) e Polis (cidade). Construiu então o seu palácio de veraneio e foi onde viveu os melhores momentos de sua vida.
Este município fica distante 68 km da cidade do Rio de Janeiro. Observando a cidade é possível verificar o passado e o presente entrelaçados. O maior atrativo desta charmosa cidade são as construções históricas.
Palácio Quitandinha na entrada da cidade, um cartão postal a ser levado na memória de todos que visitam a cidade, no passado um cassino e hoje em reforma para voltar a ser um grande hotel.
Imperdível as visitas aos palácios: Palácio Rio Negro, construído em 1890, incorporado ao Governo Federal em 1903, quando passou a ser residência oficial de verão dos Presidentes da República. Da decoração original restam apenas alguns lustres, pouca mobília e um belo piso de madeira.
O Museu Imperial é um acervo onde está documentada toda a história da monarquia brasileira. Objetos de decoração, mobiliário, obras de arte, documentos, jóias imperiais, vestimenta, a coroa do Imperador. Uma imersão ao século XIX.
Palácio de cristal possui uma estrutura pré-moldada em ferro, inaugurada em 1884. Em abril de 1888, com a presença da Princesa Isabel foi libertado os últimos escravos em Petrópolis. Hoje o local recebe eventos culturais e exposições diversas.
A Casa de Santos Dumont, conhecida como encantada. Foi projetada pelo próprio inventor e servia como sua residência de verão. Esta casa é projetada para o tamanho do morador, ou seja, tudo pequeno! A casa não tem cozinha porque as refeições vinham do Palace Hotel. Hoje a casa é aberta a visitação e abriga um centro cultural.
A catedral de São Pedro de Alcântara que abriga o mausoléu Imperial. Na capela localizada a direita da entrada há um sarcófago duplo com os restos do imperador D. Pedro II e da imperatriz D. Tereza Cristina, o túmulo foi esculpido em mármore Carrara. Há também os túmulos da princesa Isabel e seu marido Conde D’Eu.
E aos amantes da Cerveja, a visitação a Cervejaria Bohemia que foi fundada pelo alemão Henrique Kremmer em 1853 se tornando a primeira cerveja pilsen a ser produzida no Brasil. São mais de sete mil metros quadrados para conhecer a história, rituais e curiosidades do universo cervejeiro.

Petrópolis a “Cidade Imperial” cidade nascida do sonho do Imperador D. Pedro II.





quarta-feira, 22 de abril de 2015

Turismo na Selva de Pedra/SP


     Passear entre o verde dos parques e o concreto dos prédios, lugares calmos e agitados, restaurantes e café, definitivamente monotonia não existe em São Paulo.
     Casa Bauducco é um local agradabilíssimo, que fica na esquina Haddock Lobo com Alameda Lorena, com um mix de empório e café, produtos diferenciados, mesinhas na calçada, um ambiente aconchegante. No cardápio algo exclusivo: panetone quentinho polvilhado com açúcar e canela e um café dos deuses muito caprichado.
     São Paulo possui muitos parques, o Parque Villa-Lobos está localizado no bairro de Alto dos Pinheiros, na região oeste, com ciclovia, quadras, campos de futebol, playground e um bosque com espécies da Mata Atlântica. Para o lazer tem ainda aparelhos para ginástica, pista de Cooper, tabelas de street basketball e um anfiteatro com 750 lugares, biblioteca e também lanchonete.
     De área possui 732mil m2 com caminhos praticamente nivelados, muito legal porque é o primeiro parque adequado à acessibilidade de pessoas com deficiência, inclusive para deficiência visual, pois possui sinalização tátil.
     Dentro do Villa como carinhosamente é chamado pelo paulistano, há diversas atrações. “Vai pela Sombra” onde o visitante anda pelos principais bosques do parque. “Circuito das árvores” uma passarela elevada por entre as árvores, “Orquidário Ruth Cardoso” com muitas espécies de Orquídeas. Neste local tivemos uma verdadeira aula de cultivo desta espécie.
     Bairro Liberdade é um pedaço do Japão na maior metrópole da América do Sul e conta com a maior colônia nipônica fora do Japão. A arquitetura peculiar do bairro com tradicionais lanternas japonesas que enfeitam a maior parte das ruas. A visita obrigatória é a feira de artesanato e comidas típicas no domingo pela manhã.

     Assim é São Paulo... Simples assim.



quarta-feira, 4 de março de 2015

Atlântida Sul - Rs

       Verão na praia em ritmo de despedida. É inacreditável como o tempo passa rapidamente, parece que foi ontem que carregamos o carro rumo ao litoral. Era dezembro, depois do Natal, expectativa para o ano novo, saudade do mar, do tempo de não fazer nada! E agora, passado o carnaval, fevereiro vai se despedindo lentamente. Que venha Março, com muito gás!

       Atlântida Sul é um dos balneários que compõe a orla marítima do município de Osório, RS, distante 95 km da capital gaúcha. Das praias pequenas é considerada uma das praias mais organizadas e urbanizadas, com mais de 2.500 residências e uma população fixa de 500 famílias, que desfrutam as maravilhas deste lugar o ano todo. Este ano o clima foi extremamente agradável, com banho de mar em uma água límpida e cristalina, morna, com ventos moderados. O vento nordestão praticamente não deu o ar da graça, como se diz por aqui. Verão 2015 vai deixar muita saudade! 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A simplicidade de Ana Rech / Rs

Ana Rech, o nome da localidade deriva de uma imigrante, Anna Maria Pauletti Rech, que saiu de Peda Vena, ao norte da Itália em 1876 em uma viagem que durou quatro dias. Na época com 48 anos, viúva, fixou residência junto com seus oito filhos. O local ficava numa rota de tropeiros, assim Anna abriu um estabelecimento que incluía comércio e hospedagem. A pousada de Anna Rech se tornou conhecida entre os tropeiros e assim, emprestou seu nome para a povoação que cresceu em torno. Ela doou terrenos para diversas entidades como a igreja, o cemitério, o convento e o colégio e conquistou a comunidade com suas inúmeras qualidades, solidariedade e serviços prestados. Faleceu em 1916, aos 88 anos, admirada por suas virtudes e sendo eternizada com uma estátua em frente à igreja Matriz local. Ana Rech é hoje uma das quatro regiões administrativas de Caxias do Sul, destaca-se por ser uma localidade que ainda mantém os hábitos coloniais.
Nesta época do ano ocorre o evento “Encanto de Natal”. Inicialmente os presépios ficavam dentro das casas e os moradores passaram a colocar os presépios nas varandas, nos jardins, e hoje são mais de 100 presépios construídos pela comunidade em diferentes cores, formas, texturas e luzes, retratando cada um à sua maneira o nascimento de Jesus. Transformando Ana Rech na “Vila dos Presépios”. Imperdível conhecer o presépio de lata e o presépio de rolhas.
O presépio de rolhas transformou-se em um ambiente que caracteriza toda a vida de uma cidade, chamado “Mundo das rolhas”, então você entra e vai conhecendo casas, vilas e o presépio que pode ser visitado o ano todo.
Viajar pelo interior do Rio Grande do Sul é tudo de bom. Cada lugarzinho tão desconhecido e ao mesmo tempo tão habitado. Foi assim que me senti quando conheci “Rio do Vento”, tão escondido pela vegetação que surpreendeu. Nem placa na estrada tem, fomos procurando por indicação, mas quando entramos no local uma surpresa! Um local agradabilíssimo com várias redes espalhadas pelo pátio com muitos casais conversando, descansando, namorando. Um lugar perfumado com muitos jasmins, flores variadas. Uma cafeteria/barzinho estiloso, muito legal, com música. Ao fundo o cenário se confunde com flores e morangos hidropônicos (cultivados em água). Sabe aquele lugar que você se sente bem? Pois este lugar existe. Fica na RST 453, Km 154 em Ana Rech. Ali é servido lanches, sobremesas de morango (sem agrotóxico) e muita coisa boa.
Se o visitante decidir pernoitar, tem a Hospedaria Rio do Vento, um charme, com apenas seis suítes, com muito conforto e simplicidade. Bem rústica, o local nos remete ao passado, pois ela foi construída com base em um casarão de 1871, totalmente reconstruída traz influências arquitetônicas das construções inglesas do inicio do século XX.

Para arrematar a noite a pedida é um jantar no castelo Chateau Lacave, que fica as margens da BR 116. Um luxo só, vale a pena conferir!



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Jardim Botânico de Porto Alegre




Hoje realizei um sonho antigo, visitar o Jardim Botânico de Porto Alegre. Um dia perfeito para observar a natureza, as plantas, flores, e ouvir o canto dos pássaros. Um lugar mágico, tranquilo. Um espaço dedicado à conservação que também serve à educação e ao lazer. Encontramos por lá muitos profissionais aproveitando o cenário para fotografar grávidas, noivas e aniversariantes.
Em casa fui pesquisar um pouco sobre este belíssimo lugar e me surpreendi com a história do nosso Jardim botânico.
O projeto remonta ao início do século XIX, quando Dom João VI, depois de criar o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, enviou mudas para Porto Alegre a fim de estabelecer outro parque semelhante na cidade. Essas mudas não chegaram à capital, permanecendo retidas em Rio Grande, onde foram plantadas. Em seguida o agrônomo Paulo Schoenwald doou um terreno ao governo do estado para criar uma área verde nestes moldes, porém o projeto não vingou. Uma terceira tentativa seria feita em 1882, quando o vereador Francisco Pinto de Souza apresentou uma proposta de aproveitamento científico da área então conhecida como a Várzea de Petrópolis, que previa um jardim e um passeio público. Considerado utópico, o plano foi arquivado e adormeceu por décadas, só voltando a ser discutido em meados do século XX.
Somente em 1953, a Lei 2.136 autorizou o alienamento de uma área de 81,57 He dos quais 50 He ficariam destinados à criação de um parque ou jardim botânico. Uma comissão foi formada para elaborar o projeto e dentre seus membros foi destacado o professor e religioso Irmão Teodoro Luís para coordenar os trabalhos de implantação, que iniciaram em 1957 com o plantio das primeiras espécies selecionadas: uma coleção de palmeiras, coníferas e suculentas. Quando aberto ao público, em 10 de setembro de 1958, já dispunha de uma coleção de quase 600 espécies.
Hoje o Jardim Botânico de Porto Alegre possui uma área de 39 ha, atualmente consolidada depois de vários processos judiciais. Apesar disso, é considerado um dos cinco maiores jardins botânicos do Brasil em vista da diversidade de sua coleção e sua boa organização. Reúne coleções de plantas vivas, cientificamente mantidas, ordenadas, documentadas e identificadas com finalidades científicas e educacionais.
Com mapa na mão seguimos o roteiro sugerido e assim descobrimos bromélias, araucárias, palmeiras, Pau Brasil (árvore símbolo do Brasil), Brinco-de-princesa (flor símbolo do RS), muitos Ipês roxo e amarelo que é a flor símbolo do Brasil, o lago com muitas tartarugas, enfim desvendamos os encantos do Jardim Botânico.

Recomendo!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Santiago - RS

     Viajar pelo interior do Rio Grande é uma delícia. O passeio deste fim de semana foi à cidade de Santiago, distante 473 km de Porto Alegre, conhecida como a capital dos poetas pela tradição literária e berço de diversos escritores como Caio Fernando Abreu, Túlio Piva, Aureliano de Figueiredo Pinto entre outros. Segundo o IBGE, em 2010 a população era de 49.071 habitantes.
      Muito interessante, pois o modelo dos pórticos existentes na Rua dos Poetas é de uma pena num tinteiro, ressaltando o título de “Terra dos Poetas”. Toda cidade tem uma praça e lá ela é muito bem cuidada, chamada “Praça Moisés Viana”, onde encontrei um pórtico em homenagem ao ex-presidente do Brasil, Getúlio Vargas.
      Uma cidade acolhedora, hospitaleira e também terra natal do meu marido. Ficamos hospedados no São João Palace Hotel, uma delícia de lugar, confortável, café da manhã maravilhoso. Muitos podem pensar: mas o que foram fazer por lá? Festa, muita festa. Fomos ao casamento do filho de uma grande amiga e lá revemos muito amigos queridos.

      Motivos não falam para desbravar a fronteira deste Rio Grande do Sul.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Vilhena - Rondônia


Visitar um estado completamente diferente do Rio Grande do Sul, descobrir muitos gaúchos e sentir o aconchego do nosso povo, sabendo que mesmo distante ainda cultiva a tradição do mate amargo e da hospitalidade. Assim é Vilhena, um município brasileiro situado ao sul do estado de Rondônia, conhecido como “Portal da Amazônia” por estar situado no local de entrada para a região Amazônica Ocidental e também é conhecida como “Clima Cidade da Amazônia” por ter uma temperatura menor, comparada a outras cidades da Região Norte.
Nos tempos de sua colonização também recebeu a alcunha do Eldorado Amazônico, o termo fazia referência à cidade de Eldorado que, segundo a lenda dos índios seria feita de ouro maciço.
O nome Vilhena foi denominado por Cândido Rondon, em homenagem ao engenheiro maranhense chefe da Organização Telegráfica Pública, Álvaro Coutinho de Melo Vilhena, que em 1908 foi nomeado pelo Presidente da República, Diretor Geral dos Telégrafos.
A história de Vilhena tem algo em comum com muitos outros municípios de Rondônia, sua história teve início no começo do século XX, por volta de 1910 quando o tenente coronel Cândido Mariano da Silva Rondon construiu nos campos do Planalto dos Parecis um posto telegráfico ligando várias cidades entre Cuiabá e Porto Velho fazendo com que surgissem vilas ao redor.
Município muito simpático com aproximadamente 80.000 habitantes, sendo a quarta cidade populosa de Rondônia. O povo tremendamente hospitaleiro faz com que o turista fique completamente à vontade.
Uma característica inusitada de Vilhena é a ausência de montanhas. O por do sol é muito lindo a metade do céu é noite e a metade ainda é dia. Algo completamente diferente do que vemos por aqui onde o sol se esconde entre montanhas.
Graças à transferência temporária do meu filho Eduardo pude descobrir este simpático município. Foram 3.113 km, saindo de Porto Alegre, viajando cinco dias, com o nosso Sandero 1.0, parando nas capitais e pontos turísticos.

Sinceramente, valeu a pena todos os km rodados. Muitas belezas por este Brasil a fora. As aventuras da família Couto eu conto em outro episódio!