quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Vilhena - Rondônia


Visitar um estado completamente diferente do Rio Grande do Sul, descobrir muitos gaúchos e sentir o aconchego do nosso povo, sabendo que mesmo distante ainda cultiva a tradição do mate amargo e da hospitalidade. Assim é Vilhena, um município brasileiro situado ao sul do estado de Rondônia, conhecido como “Portal da Amazônia” por estar situado no local de entrada para a região Amazônica Ocidental e também é conhecida como “Clima Cidade da Amazônia” por ter uma temperatura menor, comparada a outras cidades da Região Norte.
Nos tempos de sua colonização também recebeu a alcunha do Eldorado Amazônico, o termo fazia referência à cidade de Eldorado que, segundo a lenda dos índios seria feita de ouro maciço.
O nome Vilhena foi denominado por Cândido Rondon, em homenagem ao engenheiro maranhense chefe da Organização Telegráfica Pública, Álvaro Coutinho de Melo Vilhena, que em 1908 foi nomeado pelo Presidente da República, Diretor Geral dos Telégrafos.
A história de Vilhena tem algo em comum com muitos outros municípios de Rondônia, sua história teve início no começo do século XX, por volta de 1910 quando o tenente coronel Cândido Mariano da Silva Rondon construiu nos campos do Planalto dos Parecis um posto telegráfico ligando várias cidades entre Cuiabá e Porto Velho fazendo com que surgissem vilas ao redor.
Município muito simpático com aproximadamente 80.000 habitantes, sendo a quarta cidade populosa de Rondônia. O povo tremendamente hospitaleiro faz com que o turista fique completamente à vontade.
Uma característica inusitada de Vilhena é a ausência de montanhas. O por do sol é muito lindo a metade do céu é noite e a metade ainda é dia. Algo completamente diferente do que vemos por aqui onde o sol se esconde entre montanhas.
Graças à transferência temporária do meu filho Eduardo pude descobrir este simpático município. Foram 3.113 km, saindo de Porto Alegre, viajando cinco dias, com o nosso Sandero 1.0, parando nas capitais e pontos turísticos.

Sinceramente, valeu a pena todos os km rodados. Muitas belezas por este Brasil a fora. As aventuras da família Couto eu conto em outro episódio!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Torres / RS

Visitar o litoral norte no inverno é muito prazeroso porque o movimento intenso do verão, de quase 400000 pessoas, dá lugar a passeios muito tranquilos. É possível observar a paisagem sem o burburinho das pessoas. Em dias de inverno o sol aquece e os pensamentos são levados como uma brisa diretamente para o mar. Assim é Torres, simples, calma e linda!
É um município situado no extremo norte do litoral do Rio Grande do Sul, a aproximadamente 200 km de Porto Alegre. Tem esse nome por conta dos enormes penhascos que se seguem entre os balneários. A paisagem da cidade tem destaque por ser a única praia do estado em que sobressaem paredões rochosos à beira mar, com falésias, enseadas e por ter à sua frente à única ilha marítima do estado, a famosa Ilha dos Lobos (que pode ser visitada entre os meses de abril a dezembro) para a observação de lobos-marinhos, leões marinhos, muitas vezes é possível avistar baleias e botos.
Um pouco de história: no século XVII, durante a colonização do Brasil pelos portugueses, por estar encravado em um estreitamento da planície costeira, o local passou a se constituir rota de passagem obrigatória para os tropeiros e outros desbravadores vindos do norte pelo litoral, na época outra passagem possível era por cima do planalto de Vacaria. Pelo fato de haver muitos morros junto à praia, logo foi reconhecido seu valor estratégico como ponto de observação e controle de passagem.
Do alto dos morros a vista panorâmica encanta a todos. As praias mais bonitas ficam na cidade. A praia da Guarita é o próprio cartão postal, um local com o mar muito agitado. Para chegar até lá é preciso subir alguns degraus, mais ou menos 100, o percurso é curto, mas acreditem, vale muito a pena, pois a vista é de tirar o fôlego.
O morro do Farol é outro destaque, construído em 1912, é possível avistar a Ilha dos Lobos, as dunas, a Lagoa do Violão a Praia da Cal, Praia Grande e o Morro do Meio. O acesso pode ser feito de carro. Um local aprazível para um bom chimarrão com amigos e apreciar os voos de paraglider.
Em Torres há mais de vinte e cinco anos acontece o “Festival Internacional de Balonismo”, e durante cinco dias o céu desta praia gaúcha ganha cores diferentes, chegam a voar mais de 40 balões. Tradicional na cidade, as provas se dão deste a manhã até o entardecer dependendo das condições climáticas. E à noite a diversão fica por conta dos shows musicais.

Precisando uma sugestão para o próximo passeio? Visite Torres no inverno, você vai se surpreender!



terça-feira, 15 de julho de 2014

Onde fica o Alegrete?


Um final de semana diferente, a visita desta vez foi ao pampa gaúcho. Localizada na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, Alegrete está a 490 km da capital, viajando pela BR 290. De acordo com o último senso, possui uma população de aproximadamente 80 mil habitantes e é o maior município em extensão territorial do Rs.
Um pouco antes de chegar, a música que é símbolo da cultura gaúcha “O Canto Alegretense” tem seus versos estampados em vários outdoors pela estrada. Assim já chegamos à Alegrete ao som de Neto Fagundes.
Quantas emoções, misto de lembranças e nostalgia. Ir a Alegrete é como voltar 29 anos no relógio do tempo, pois esta foi a primeira cidade que morei após casar, onde nasceu minha filha Gabriela. Visitar os amigos queridos e comemorar a vida. Foi isso que fizemos neste final de semana, comemorar o primeiro aniversário de Isabella. Uma linda festa!
Mas antes, passadinha obrigatória no free shop do Uruguai. Rivera é uma cidade vizinha de Santana do Livramento, no extremo sul. Constitui uma curiosa conurbação binacional denominada Fronteira da Paz, com aproximadamente 190.000 habitantes que vivem de forma harmoniosa e integrada. Apenas uma rua separam os dois países. Do lado uruguaio está o paraíso do consumo. Bebidas, perfumes, roupas, bolsas, tudo com descontos incríveis e preços tentadores. A gastronomia é outro ponto forte, é possível comer muito bem com preços muito bons.
Aos amantes da diversão foi inaugurado há pouco tempo o Rivera Casino & Resort uma atração à parte na cidade. Uma vez que os jogos de azar são proibidos no Brasil, grande parcela da população brasileira busca estabelecimentos que ofereçam este tipo de serviços no exterior.

Um projeto ambicioso, espaçoso e confortável, o cassino é interligado por uma passarela ao Hotel & Resort, acomodações de primeiro mundo, possui ainda espaço de jogos, piscina, teatro e centro de convenções. É um ambiente descontraído e sofisticado, onde o luxo está presente nos menores detalhes. Vale a pena conhecer e claro, tentar a sorte.



quarta-feira, 4 de junho de 2014

Recife / Pe


Quando visitei Recife, capital de Pernambuco pensei que seria mais uma cidade do nordeste onde o ponto alto são as praias. Apesar de sua localização ser litorânea a vida na cidade não está voltada para a orla como ocorre em outras cidades turísticas do país à beira mar. É chamada de “Veneza Brasileira” devido ao entrelaçamento de seis rios e mais de 60 canais.
Para poder apreciar a beleza da cidade é preciso ir até o Cais das Cinco Pontas e passear com o catamarã pelos rios Capibaribe e Beberibe, um tour com uma pitada de história ao som de muito frevo e maracatu. É possível ver o Marco Zero, os jardins do Palácio do Governo, suas pontes. A cidade possui 430 praças e 11 parques, um luxo só! Para se localizar bem é preciso compreender a importância das pontes que ligam os principais bairros históricos, como o Recife Antigo e Santo Antônio, às áreas mais modernizadas do continente como Boa Viagem e Parnamirim.
Recife tem a memória preservada. Passear pela história é um dos pontos altos da visita à cidade. A arte está em todo lugar, nas igrejas centenárias, no Mosteiro de São Bento, nos prédios históricos, museus, nos centros de artesanato, nas esculturas de Francisco Brennand espalhadas pela cidade ou nos casarios antigos.
No bairro do Recife Antigo estão os prédios coloniais, o “Paço do Frevo” edifício tombado em 1998, é um espaço para perpetuar a riqueza de um dos principais ícones da identidade pernambucana, o frevo, reconhecido pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como patrimônio cultural e imaterial brasileiro. É uma referencia cultural, arquitetônica e histórica para todo o País. Outro ponto turístico obrigatório é o Marco Zero que é o local em que Recife nasceu e serve como ponto inicial das estradas de Pernambuco assim como o centro histórico partindo deste ponto.
A rua Bom Jesus (antiga rua dos Judeus) é um verdadeiro cartão postal, conserva prédios da época colonial e reúne vários pontos que merecem uma paradinha. A Sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira das Américas tem um museu com a história da presença judaica na região.
E as praias? A de Boa Viagem é um ponto de encontro de várias tribos sejam crianças, jovens ou idosos. A praia urbana mais famosa da cidade, com aproximadamente 7 km de areias claras, coqueiros e um mar de águas azul/verde situada no bairro de Boa Viagem (zona sul da capital) é delimitada pela Praia do Pina de um lado e pela Praia de Piedade do outro.
A Praia de Boa Viagem é protegida por uma barreira de recifes naturais, e quando a maré está baixa forma piscinas naturais com águas mornas e transparentes, não é recomendado o banho além dos recifes para evitar ataques de tubarões. A praia possui placas sinalizando o perigo dos tubarões, porém alguns banhistas insistem em entrar no mar mesmo sob condições que favorecem os ataques. Recife torna o Brasil o quarto país do mundo em número de vítimas fatais por ataque de tubarão, atrás somente da Austrália, Estados Unidos e África do Sul. O surf é proibido.
       No final de tarde, tendo o mar de Boa Viagem como companhia o turista pode escolher se quer caminhar ou pedalar, ou simplesmente relaxar olhando a imensidão do mar.


Final da tarde...


quinta-feira, 22 de maio de 2014

A charmosa cidade de Tiradentes / MG

No interior de Minas Gerais à aproximadamente 200 km de Belo Horizonte tem uma cidade simples e interessante que é puro charme. Tiradentes é tão linda que parece que estamos viajando pela história, entrando nos livros antigos de Estudos Sociais. Sim, porque quando estudante na escola primária este era o nome de uma matéria onde estudávamos Historia, Geografia assim como Política.  Convido a todos a fazer este passeio comigo.
A cidade de Tiradentes foi fundada por volta de 1702, possui um dos conjuntos arquitetônicos mais preservados entre as cidades históricas brasileiras. Não tem a suntuosidade barroca de Ouro Preto ou de São João Del Rei, mas com certeza é a mais charmosa das cidades históricas.
Caminhar por ruelas de pedra, mergulhar na obra de Aleijadinho, admirar a herança colonial da cidade e o deslumbrante visual montanhoso já vale a viagem. As igrejas do século XVIII dividem a atenção com o preservado casario formado por sobrados que abrigam restaurantes e pousadas, antiquários e lojas de artesanato que acendem seus lampiões na fachada ao anoitecer. O cenário encantador já foi palco de locação para filmes, seriados e novelas, sem contar a exuberante vegetação “Serra de São José” que moldura a pequena cidade, com montanhas típicas de Minas Gerais.
Os passeios podem ser feitos a pé ou por charretes que ficam estacionadas no Largo das Forras, circulam por todas as atrações turísticas. A história é relatada por simpáticos condutores treinados para receber cordialmente os turistas. Não podem ficar de fora do roteiro o Chafariz de São José, as igrejas de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Nossa Senhora das Mercês dos Pretos Crioulos e a Matriz de Santo Antônio, Museu Padre Toledo.
Vejamos a história desta cidade. “Tiradentes foi uma das cidades que mais teve ouro de superfície no Brasil, e graças a essa abundância, o arraial se desenvolveu, sendo elevada em 1718 a categoria de Vila de São José Del Rei, ganhando a configuração arquitetônica que permanece até hoje. A decadência do metal não impede a Coroa Portuguesa de lançar a derrama, exigindo o pagamento compulsório de impostos atrasados do quinto do ouro. Esta atitude opressora da metrópole faz nascer um sentimento revolucionário, que ficou conhecido como Inconfidência Mineira. Em 6 de dezembro de 1889, com a valorização da figura do alferes, o governo republicano decide trocar o nome da cidade para Tiradentes, homenageando o filho ilustre (Joaquim José da Silva Xavier). Tiradentes tornou-se um dos centros históricos da arte barroca mais bem preservados do Brasil, por isso voltou a ter importância, agora turística. Na metade do século XX foi proclamada patrimônio histórico nacional tendo suas casas, lampiões, igrejas, monumentos e demais partes recuperadas".
Dentre as inúmeras igrejas a matriz de Santo Antônio merece destaque, construída por Aleijadinho no alto de uma ladeira, em 1710, é a segunda igreja em ouro do Brasil, sendo a primeira em Salvador (Ba), é uma das mais belas construções barrocas do país. No interior da mesma, há um órgão original que veio de Portugal, datado de 1788, considerado um dos quinze mais importantes do mundo.

Faz algum tempo que visitei esta acolhedora cidade, um dia vou retornar. Com certeza um belo passeio!
Igreja Matriz de Santo Antônio, o melhor da arte sacra, um dos últimos trabalhos realizados pelo mestre Aleijadinho. Sua arquitetura interior é abundante em obras de ouro.
Chafariz de São José, construída em 1749 pelos escravos da cidade.
Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, situada próxima à antiga cadeia, construída em 1708, feita de pedra.
Passeios pela cidade...

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Roteiro Delícias da Colônia - Estrela

Estrela é um pequeno município do Rio Grande do Sul, localizada as margens do rio Taquari cercado de um verde deslumbrante com aproximadamente 33.000 habitantes, distante 116 km de Porto Alegre, de colonização germânica.
Toda cidade do interior tem uma festa tradicional, assim o Festival do Chucrute de Estrela é um dos eventos folclóricos mais antigos do Brasil. Ocorre todos os anos, em sua 49ª edição, o festival contará com a tradicional apresentação do grupo de danças folclóricas, que este ano completa 50 anos de funcionamento ininterruptos. O evento ocorre em duas datas, 17 e 24 de maio, no Centro Comunitário Cristo Rei.
Quem visita Estrela deve conhecer o “Roteiro Delícias da Colônia” passando primeiramente pelos principais pontos históricos do município. Depois por uma estrada de chão segue o tour pelo interior, chegando ao “Recanto da Avestruz”, onde é possível observar a criação desta ave, apreciar o artesanato e também degustar os produtos coloniais.
Seguindo a visitação chegamos ao “Alambique Berwanger onde é oportunizado ao visitante o acompanhamento do processo de destilação da cachaça vivenciando as instalações e o ambiente colonial, com degustação numa casa centenária em estilo enxaimel.
Para uma sobremesa diferenciada, deliciosos chocolates são produzidos de forma artesanal por “Sirlei Chocolates”, a qualidade dos produtos e a originalidade das embalagens é imperdível para os amantes do chocolate.
Recomendo visitar o festival do Chucrute, são nove anos que vou a Estrela nesta data. Cada ano é uma surpresa, um passeio diferente pela cidade e arredores.




terça-feira, 13 de maio de 2014

Plátanos multicoloridos


A serra gaúcha encanta por seu clima europeu e também por sua vegetação. No outono os plátanos modificam a paisagem dando um toque todo especial, parecem indiferentes às mudanças que ocorrem em seu redor. São majestosos, imponentes, parecem ter vontade própria. As árvores de plátanos que beiram as estradas nos proporcionam um visual multicolorido. Observá-las é algo mágico, é como se andássemos no tempo, pois elas vivem intensamente as quatro estações do ano.
Na Primavera, ficam cheios de rebentos e folhas novas de um verde claro. No verão os plátanos ficam frondosos e cheios dando uma sombra aconchegante. No outono, as folhas tornam-se multicoloridas amarelas, ocre e vermelhas que lembram uma despedida, provavelmente do calor do Sol. No Inverno perdem toda a folhagem ficando apenas com o tronco e os ramos como se estivessem se despindo do passado.
Fiz uma rápida pesquisa no Google, precisamente na Wikipédia e descobri uma variedade enorme de “plátanos”, os que fotografei na estrada de acesso a Flores da Cunha pertence à variedade de “plátanos occidentalis”. Vou contar para vocês um pouco da história destas lindas árvores.
Os plátanos são árvores do gênero “platanus”, que compreende dez espécies e vários híbridos como o plátano americano (platanus occidentalis) e plátano europeu (plátano orientalis), cultivados para fins ornamentais, nativas da Eurásia e da América do Norte. A árvore cultivada no Brasil é uma espécie híbrida que chegou a região sul com os imigrantes italianos, ainda no século XIX. Típicas dos climas subtropical e temperado. Podem atingir mais de 30 metros de altura. Possuem folhas lobadas semelhantes às do bordo, que ficam avermelhadas no outono antes de caírem no inverno.
A história relata que foi à sombra de um plátano que Hipócrates meditou acerca do segredo da ciência médica e instruiu seus discípulos. Assim, a árvore de Plátano, tornou-se testemunha dos ensinamentos e de seu juramento médico, famoso então por ser “Juramento de Hipócrates”.
Muitas vezes, crê-se que a folha do plátano é a que está simbolizada na bandeira do Canadá, no entanto, a folha ilustrada é a de “bordo vermelho”. A confusão ocorre devido à semelhança física entre elas. As duas árvores pertencem a gêneros diferentes: plátano (Platanus) e bordo (Acer).

A árvore de Plátano é um termômetro que identifica os vários movimentos psicológicos da vida e observá-lo é expandir-se para além do tempo e do espaço é transcender nossa realidade para unir-se a beleza da vida, portanto é uma árvore que simboliza regeneração e saúde.


É legal observar as diferentes datas. As fotos foram tiradas em março e maio.